Uma curiosidade de turismo. Fomos à estação de Berlin, e como nosso guia deixou
de ser confiável no momento em que nos colocou em trem errado em Frankfurt, ele
nos deu o número dos assentos e eu entrei no vagão procurando por eles. Fui
contando, 62 - 63.... 71-72 e acabou o vagão, então fui para o seguinte, que era
um vagão de apoio... Fui andando até o seguinte, restaurante, e adiante...
Conclusão, andei uns 4 vagões até achar que alguma coisa estava errada (outra vez!). Aí
vieram ao meu encontro, apurados, o guia de Berlin e o guia da companhia. Antônio
(contaram) ficou desesperado de ter me perdido na Alemanha. A conclusão disso
foi que percebemos que a contagem dos assentos não era linear e que meu assento
estava mesmo naquele vagão que eu havia entrado. Todos muito educados, não me
vaiaram... Capaz!
Viagem bonita de trem, em que as paisagens eram muitas vezes campos de feno, alguns já cortados e embalados em forma circular e ainda, muitas torres de energia eólica. O que me chamou especial atenção foi a profusão de tangos (flores que usamos para ornamentações) às margens da estrada, ao longo de toda ela (km e mais kms)! Uma beleza! De tempos em tempos, uma pequena aglomeração de casa típicas, mostrando o tipo de vida na região rural da República Tcheca. Ainda, no caminho, uma formação rochosa enorme, muito bela... Trabalho dos amigos que aprendemos a reconhecer.
Antônio tomou 2 cervejas checas ( boa e forte segundo ele) no trem e o tempo que
passamos foi muito agradável. Chegamos à estação de Praga e foi muito
decepcionante! A estação é terrivelmente feia e mau cuidada. Foi um cartão de
visitas muito pouco animador. Conhecemos nossa guia local, de nome Eva, que
fisionomicamente me lembrou minha mãe. O transito é parecido ao do Brasil, e
fizemos um pequeno tour até o hotel. E quando chegamos ao hotel foi um alívio, pois era bom e novo! Nos instalamos e saímos para trocar dinheiro, pois a
moeda local é a coroa tcheca, que vale 24 vezes menos que o euro.
Ao lado do hotel havia um bom shopping center, com muitas boas lojas, marcas
importantes e decidimos parar num restaurante com nome bem tcheco para comer.
Antônio pediu goulash, uma carne cozida com molho forte e abundante, com pão
branco e pure de batatas fatiado. Comeu com pão molhado no molho, disse que
estava uma delicia e vai se lembrar dele forever. Pedi frango com legumes e
estava muito saboroso também.
De lá, saímos em direção ao centro para assistir ao Teatro Negro, famoso no mundo. Tratamos um taxi que nos levou até lá por 160 coroas, 6,4 euros, ou 15 reais. Depois ficamos sabendo que era caro... Fizemos outras corridas mais baratas. Chegamos lá em cima da hora, mas a sessão estava lotada. Voltamos então caminhando pela ponte Carlos, com várias expressões do artesanato local, possibilidade de ver várias construções na cidade. Uma bela vista de tudo. Antônio tirou muitas fotos nessa ponte.
Na volta, tomamos um bonde, transporte local, que nos deixou na frente do
shopping e fomos descansar.
No dia seguinte, acordamos, tomamos café, que não
era tão bom quanto nos outros hotéis, e saímos para o tour oficial da cidade.
Muitas construções muito bem cuidas em 4 cidades que se formaram ao redor do
castelo de Praga (Hradcany). Em meados de 1400 as cidades foram unificadas e se
fundou a cidade de Praga, com 4 centros diferentes. Cada cidade preservou sua
estrutura embora fizesse parte da unificação. Visitamos o castelo, suas igrejas, suas dependências e muito de suas histórias. Antônio, no dia anterior, nao se preocupou em carregar a bateria da câmera, então ficamos sem as imagens do interior do castelo. Um casal que estava conosco nos ofereceu as suas, as que são comuns a todos, que todos sempre tiram e ficamos agradecidos. Essas fotos abaixo são as nossas, já que não posso por muitas aqui.
Voltamos ao hotel, descansamos um pouco e saímos novamente para um passeio de barco pelo rio Vlatava, com jantar incluído. Foi muito agradável, jantamos, conversamos, passamos pela eclusa ao som de jazz antigo e arriscamos até uma dança eu e Antônio. Chegamos ao hotel quase onze da noite, mas no dia seguinte poderíamos dormir um pouco mais.
Domingo saimos às 9:30hs em direção ao relógio Astronômico. Muito bonito o lugar e
com seu estranho relógio que marca o tempo solar, lunar, tempo real, horário da aurora e do poente para cada dia do ano, o signo do zodíaco e mais coisas que não me lembro mais. Mas o que quero ressaltar não são as horas ou a contagem do tempo, o interessante é que ele toca de hora em hora de uma forma
muito bonita e no final um corneteiro toca algumas notas e todos
aplaudem. Pode-se dize que seja uma forma solene de contar o tempo. Dá vontade mesmo de aplaudir. Muito legal! Depois andamos pela cidade
e vimos várias lojas vendendo cristais, já que aqui é o cenário dos cristais da
bohemia. Muitas coisas lindas, mas preferi não comprar nada. Daria muito trabalho transportar sem quebrar qualquer peça. A não ser que fosse algo realmente especial.
Voltamos ao
hotel, descansamos à tarde e fomos finalmente ao teatro negro. O que parecia ser um
espetáculo imperdível se transformou numa segunda decepção em Praga. O show não
tinha nada de especial e depois acabei descobrindo que assistimos a um show
genérico, pois o oficial, de maior qualidade, ficava nas proximidades daquele
que fomos. Pena!
E esse foi nosso tempo em Praga. Dali, era arrumar as coisas para ver o que Munique tinha para nos mostrar.
Flávia, muito bom viajar com você até aqui. Aguardo a próxima parada!
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