FRANKFURT

     

Primeiro, a vista pela janela e o lay-out do nosso quarto. Frankfurt nos deu muito boas vindas!

Entretanto, quando chegamos, quase duas da tarde, nosso guia ainda não estava lá e tivemos que fazer um check-in como clientes regulares. Podíamos escolher entre uma boa vista do alto ou nos andares mais baixos, com vista para o rio. Antonio escolheu o mais alto! Subimos ao quarto e pedimos que a recepção nos chamasse assim que o guia chegasse e assim fizeram. Ficamos sabendo que o guia, que é brasileiro, havia vindo do Brasil, num outro vôo, que teve um pequeno atraso. Tudo acertado, saímos para fazer um reconhecimento do lugar e vimos que estávamos há poucos passos da HauptBahnhof de Frankfurt!




Demos uma volta pela estação e entramos numa loja com várias lanchonetes. Numa delas vimos uns sanduíches diferentes e resolvemos experimentar. Depois viemos a saber que aquela lanchonete que escolhemos, tem uma rede por toda a Europa. Chama-se Nordsee, e é especializada em frutos do mar. Nunca imaginei que fosse comer um sanduíche de camarão. Muito bom! Ofereciam vários tipos de frutos do mar, mexilhões, polvos, em saladas ou sanduíches. Tinha também sanduíche de salmon ou pescada, ambos marinados. Não tive coragem.
Saímos dali e fomos conhecer mais! Acabamos chegando ao rio Meno que ficava atrás do nosso hotel, e passeamos até o outro lado, onde demos de cara com um museu de arte. Tentamos entrar, mas percebemos que a visita era paga, então achamos melhor esperar para ver onde seríamos levados pelo roteiro.




Dia seguinte! Tomamos um ótimo café da manha, cheio de pães alemães com grãos e cores. O hotel muito bacana com flores por todos os lados! Saímos cedo com o guia, e como estava muito frio, voltei para pegar uma blusa a mais...
Saímos de van com mais dois casais. Um bem mais jovem, do Espirito Santo, e outro, um pouco mais velho que nós, do Rio de Janeiro. Nos acompanhou nesse tour, uma guia local de nome Alexia, portuguesa com fluência em alemão, muito simpática, e dona de todo conhecimento sobre essa cidade. Frankfurt é uma cidade conhecida por ser o centro financeiro da Alemanha, é conhecida por suas feiras (desde carros a livros, passando por quase tudo que se possa reunir numa feira), e também por ser um ponto importante de distribuição viária na Europa. Visitamos a pé todo o centro velho, o Römerberg, cheio de reconstruções (pois Frankfurt teve 80% de sua cidade dizimada pela guerra), com suas casas típicas, transformadas em lanchonetes e restaurantes, e a catedral imperial.
Uma coisa interessante é que antigamente, as casas pagavam impostos por sua área de piso, então os andares superiores eram construídos com avanços laterais e acabavam ficando como pirâmides invertidas. O divertido é que se dizia que como as ruas eram estreitas, os andares superiores ficavam muito próximos dos vizinhos, de forma que poderiam sair à janela e darem-se as mãos. Veja as fotos do centro histórico de Frankfurt.




Viajamos por quase uma hora para chegarmos às margens do rio Reno. Vimos ali o Niederwald Denkmal, monumento que rememora a unificação, em 1871, de 39 diferentes reinos, ducados e cidades, autônomos e identificados, até então, pelo uso comum do idioma germânico. Esse processo unificador foi liderado pelo primeiro-ministro prussiano Otto Von Bismarck, com a instalação do II Reich alemão. Esse monumento é conhecido como "Germânia". Está em reforma, mas trouxe uma foto adicional para que possam ter uma ideia.



Depois disso, fomos a Rudelsheim , cidade que está às margens do rio Reno. Belíssimo lugar, com pequenas ruas, lojas de suvenirs, restaurantes, muitas caves, tudo muito bonito, com floreiras e roseiras espetaculares. Fica a certeza de que, como eles tem poucos meses de bastante sol, se esmeram nesses meses em cultivar flores. Muitas, dentro e fora das casas. Imagino que seja por si mesmos, por desejo próprio, e não pela manutenção do turismo.





Fizemos então um passeio de barco pelo rio Reno. Belíssimo também! Cheguei a comentar com o Antônio, que me pareceu um país que tem respeito por si mesmo. Difícil explicar em palavras. É uma sensação que não se experimenta no Brasil de forma alguma e você não imagina o que seja isso até que você veja um cenário de respeito como vimos. Matas preservadas, construções preservadas, rio limpo... Tudo organizado na melhor expressão de amor ao seu país, sua pátria, seu lar! Não vi um único policial para manter a ordem. Ela é mantida naturalmente por seu cidadão. Um povo de amor próprio elevado.
Às margens do rio Reno, diversas ruínas de castelos antigos em meio à vegetação, e diversos pequenos agrupamentos de casas, bairros, ou pequenas vilas (Dorfs), onde imagino, tudo se administre mais facilmente do que em grande aglomerações, e todas as necessidades de uma pequena comunidade possam ser mantidas.



Voltamos a Frankfurt e fizemos ainda um citytour pela parte nova, setor bancário, museus de arte e cultura (mais ou menos 70 deles, acreditam?). Para os artistas de diversas áreas,... um paraíso!
Nos separamos do grupo antes de chegarmos ao hotel e ainda passeamos pelo centro histórico novamente.
Voltamos ao hotel ainda dia, descansamos um pouco e saímos novamente para ir a estação de trens perto do hotel para comermos alguma coisa. Dia bacana!
Ah sim... E dá-lhe "hagen dazs"!!!

Na manhã seguinte, bem cedo, tínhamos que estar prontos para nossa primeira viagem de trem de todo o tour, rumo a Berlim. O horário de saída era às 9:08hs e estávamos todos pontualmente às 8:15hs no saguão do hotel para o traslado. Como disse antes, nosso hotel estava bem perto da estação, então, pouco tempo era suficiente. O trem chega, o guia indica que devemos embarcar e procurar nossos assentos. Quando chegamos a eles, vimos que estavam ocupados por outras pessoas, já acomodadas, com laptops abertos, jornais e papéis espalhados pela mesa, sinal de que estavam ali há bastante tempo. O guia então, começa a checar bilhetes e o trem parte. Não demorou muito para percebermos que havíamos embarcado no trem errado...
Mas isso conto melhor na página Berlim!

Um comentário:

  1. Flávia, uma delícia ler o relato de sua viagem! Me senti em Frankfurt novamente e com vontade de conhecer os outros lugares.
    Ah! Estou desconfiada que fiquei hospedada no mesmo hotel que vocês. Abçsss
    Ana Cláudia

    ResponderExcluir